quinta-feira, 19 de maio de 2011

Cover X Autoral ?

A discussão é antiga entre músicos e produtores e até por parte de parcela do público que frequenta os shows de rock em Fortaleza, mas será que o cover toma público do autoral?

 O título do texto questiona essa discussão não por achar que não existe a rixa, e sim por discordar dela. Será que o cover é o principal inimigo do autoral? Será que em Recife no início dos anos 90 com o surgimento do Manguebeat não existia banda cover?

Como as bandas, hoje conhecidas, conseguiram superar essa questão. Será que eles acabaram com as bandas covers que existiam na cidade para conseguir um lugar ao sol? Acredito que não...

Sei que comparar épocas pode não ser a melhor forma de avaliar os questionamentos, mas nos anos 60, os Beatles também começaram tocando cover, aqui no Brasil o Raul Seixas começou tocando cover, a grande maioria das bandas que obtiveram sucesso, começaram tocando cover. Então por que tratar os músicos que optam por esse formato como inimigo?

A cena cearense é composta por muita banda autoral de alto nível, mas ainda falta organização, e acima de tudo, saber quais são os verdadeiros inimigos e como investir para crescer. A produção é constante, mas as pessoas precisam conhecer antes para gostar depois, e ai é que o cover entra. É preciso aproximar e não afastar, o cover pode trabalhar como agente potencializador da divulgação do trabalho autoral.

 Se o cover chama público, então tá na hora de unir forças, é nessa relação que o autoral pode estar perdendo espaço. Saibamos enxergar a realidade e tirar proveito para a cena rock. Mas não basta só isso, é preciso também compreender as ferramentas que estão a nosso favor e investir em conhecimento em determinadas áreas com profissionais do ramo, sejam profissionais de produção, comunicação, roadies e principalmente com músicos comprometidos com o trabalho realizado. 

Acredito que há espaço para todos e você o que acha?

Leandro Porto

terça-feira, 17 de maio de 2011

Um espaço alternativo para a cultura é encontrada no TEATRO.

Na cidade de Fortaleza são vários os tipos de entretenimentos culturais, e o teatro é um deles.

 A sociedade primitiva que acreditava nas danças imitativas como favoráveis aos poderes sobrenaturais para o controle dos fatos indispensáveis para a sobrevivência - Fez originar o teatro. Atualmente ele é visto como entretenimento, tornando-se uma arte diversificada e rica. Dentre os diversos tipos de meios de apresentações teatrais como a ópera, teatro de bonecos, teatro de dança, musicais, enfim, vamos destacar e falar um pouco do teatro alternativo, que é feito em espaços alternativos, tais como: Empresas, ONG’s, Ruas e instituições educativas. E para melhor apresentação, focamos um Grupo Teatral - NOIS DO TEATRO.

Imagine um grupo existente há 9 anos, com baixa condição financeiras, e na busca de apoio para o desenvolvimento de um trabalho artístico-cultural e com projetos nas áreas da periferia de Fortaleza, onde alcançam aos poucos, referência de exemplo,  onde trabalham para o desenvolvimento da sociedade, com a alegria, união e acima de tudo, a dedicação que o grupo enfatiza nos seus trabalhos. Consegue ainda, trazer grandes relações entre o meio social e o meio político em que o homem atual vive nas suas diversas questões. 

O grupo “NOIS DO TEATRO” possui um pouco mais de 2.200 apresentações, e se torna referência na linguagem do Teatro de Rua Contemporânea. Apresenta para um público diversificado a mostragem do desempenho dentro de uma sociedade pluralizada em querer dar destaque ao que apenas a mídia mostra e oferece. Criativos, dinâmicos e interativos, a diversidade de assuntos polemiza a beleza de cada espetáculo. Atores bem dedicados ao ofício e aos personagens que exercem em suas peças,  eles nos mostram contravenções e afeitos de risos. As apresentações são feitas em espaços abertos ou fechados, com uma visão decidida a atigir pessoas que se dediquem em satisfazer-se com o que esta sendo produzido.

 
 
No próximo cápitulo deste universo, estaremos lendo uma entrevista com Henrique Gonzaga -  Que atua como ator fundador de - Nóis de Teatro. Graduando em Comunicação Social – Jornalismo, trabalha desenvolvendo ações de comunicação no Nóis de Teatro. Henrique também é facilitador de oficinas de Jogos Teatrais na comunidade de Granja Lisboa e adjacências.

Conheça mais sobre o grupo no site: http://noisdeteatro.blogspot.com

FICHA TÉCNICA:
Matéria: Jane Eyre Queiroz
Colaborador: Henrique Gonzaga
Imagens: Duda Lemos


segunda-feira, 16 de maio de 2011

Quem disse que o CUCA está fechado?

Foi-se o tempo em que os jovens moradores de bairros como Vilha Velha, Jardim Guanabara, Jardim Iracema e Barra do Ceará, em Fortaleza, reclamavam da falta de espaços de lazer. Agora, esses jovens dispõem do Centro Urbano de Cultura, Arte, Ciência e Esporte - o CUCA Che Guevara. Um equipamento público municipal instalado em uma área total de 14 mil m², com tudo que a juventude gosta: pista de esportes radicais, piscina, ginásio coberto, anfiteatro, campo de futebol de areia e muito mais. Então, nada de ficar em casa ou migrar para outros bairros em busca de entretenimentos. A ordem é juntar os amigos e se divertir. A programação é inteiramente grátis.

Mas o CUCA não é só diversão. Se você tem entre 15 e 29 anos e deseja se profissionalizar o Centro Urbano oferece formação em diversas áreas: gastronomia, música, dança, comunicação popular e outras. Basta se dirigir à Sala de Matrículas do CUCA Che Guevara, de terça a sexta-feira, no horário de 08h às 18h, e aos sábados, de 08h às 12h, munidos de documento de identificação pessoal, comprovante de residência e da ficha de inscrição preenchida. Qualquer dúvida, ligue para (85) 3237-4688.

O interessante é que apesar da vasta programação e dos cursos ofertados pelo CUCA, há quem diga que o equipamento está fechado desde a inauguração. Outro fator que vem causando polêmica é a localização do espaço: Barra do Ceará.  Como o CUCA foi o primeiro Centro Urbano de Cultura, Arte, Ciência e Esporte de Fortaleza, criado na área da Secretaria Regional I (SER I), é natural que contemple a juventude daquela localidade. O que não significa estar fechado para quem more em outra parte da cidade. Vale lembrar que ainda serão criados mais cinco centros, um em cada Regional de Fortaleza. 

(Lucia Amaral)