sexta-feira, 17 de junho de 2011

Uma nova Política para a Cultura, Já!

Teatro de esquina , de palco e de rua. Com o nascimento em Roma o Teatro encantou pela sinestesia dos dramas e realidades do amor e da dor. E o futuro foi à expansão na criação e transformação da realidade para o Cinema.

Qual a importância do Cinema para a nossa Cultura? Inicia-se em Fortaleza a abertura do Festival Varilux de Cinema Francês. De 17 à 23 de Junho sofreremos da overdose de magnetismo, diversidade e tempero das sensações em emoções contemporâneas. Do Lobo à Copacabana, encontramos cenário de uma ponta a outra do mundo. O questionamento que farei é a metodologia implantada na educação com base na cultura.

 

Com um mundo de informação, onde os custos são baixos para o público, porque não mais divulgação? Na educação deveria ser de direito dentre tantos passos livres, a implantação do vale cultura desde os tempos primórdios de nossas políticas públicas.

 

O Teatro está aí, nas ruas, com o regionalismo e as adaptações mais singulares que visualizamos. Já o cinema traz a pluralidade da cultura investida de ponta a ponta de nosso planeta. Ambos importantes para a assimilação de uma sociedade interativa.

 

Sinto novos tempos no avanço da tecnologia, sinto o interesse da sociedade em fazer parte do contexto que nos cerca. Mas esse real interesse deve surgir na filosofia de nossa criação. A Sociedade cobra por política melhor, o capitalismo sofre por abertura aos baixos valores, mas multiplica os números tão necessários para a sua existência.

 

Vamos encher as salas, vamos fazer a publicidade de boca a boca já que nem todos têm acesso às informações, o interesse da busca se dá não apenas pela necessidade de se querer mais, mas pelo dilema de ao menos se ouvir falar sobre um evento ou outro que traga transformação.

 

É preciso mais humanidade e compartilhamento de nossas necessidades aos políticos que nos favorecem? Pois vamos sentá-los na poltrona ao nosso lado e informá-los que podemos ser a palavra de mudança nas urnas, e os atores sociais que compõe a suas vidas.


Divulgação da Cultura - http://www.festivalcinefrances.com/programacao.php?id=20

 

Por Jane Eyre Queiroz

 

terça-feira, 14 de junho de 2011

Guerra declarada!!! Diversidade popular X Mercado musical

Poizé meus amigos, trago para vocês uma questão muito complicada em relação ao forró tradicional contra o forró eletrônico(forró de plástico). Tradicionalmente conhecido como uma das maiores festas juninas do mundo o São João de Campina Grande entrou nessa polêmica por meio de declarações de seu então Secretário de Cultura do Estado da Paraíba, Chico Cesar, que afirmou fechamento de verba pública para bandas fortalecidas pelo mercado musical.

A justificativa é forte, proporcionar diversidade, fortalecer a cultura popular e abrir espaço para artistas que não possuem espaço nas rádios e programas de televisão. Desta forma, as bandas de "forró eletrônico" e "sertanejo universitário", hoje majoritárias nos meios de comunicação, ficam de fora da programação dos festejos juninos paraibanos.

Em entrevista a um programa de TV, Chico Cesar afirmou estar colocando em prática a lei que dispõe sobre a valorização da cultura, que diz o seguinte: "Participação de bandas ligadas ao forró autentico; Valorização da cultura popular nordestina, em especial a local", e a proposta não é de proibir que as prefeituras contratem bandas eletrônicas, mas de apoiar apenas as que fortaleçam a cultura tradicional.

Particularmante defendo a posição de Chico Cesar, acredito que o espaço cedido em espaços que deveriam proporcionar essa diversidade como as rádios e Tv´s que são concessões públicas, não cumprem sua função social e acaba monopolizando a cultura, excluindo a forma tradicional da musica nordestina.

E essa realidade não é exclusiva da Paraíba, em todo nordeste vemos que o merdado musical destrói essa diversificação. O pagamento do famoso "jabá" impede que os artistas adentrem nos meios de comunicação. Quem domina hoje esse espaço, são as empresas que são donas de diversas bandas de plástico. Aqui no Ceará vemos isso com muita força.

Não vou citar nomes de empresas, pois acredito não ser preciso, você que está lendo o texto ja ta pensando em algumas delas neh? Sabe que diversos programas de TV no estado, são bancados por essas empresas para divulgar a gama de bandas com a mesma proposta empresariadas por essas empresas.

Seria bom se outros Secretários tomassem essa posição e não compartilhasse nosso dinheiro público para fortalecer essa proposta de empobrecimento cultural.  E viva o verdadeiro forró nordestino com seus triângulos, zabumbas e sanfonas!!!

Veja a seguencia de videos com entrevista com Chico Cesar:



Por Leandro Porto

quinta-feira, 9 de junho de 2011

EXISTE VALORIZAÇÃO PARA O TEATRO DE RUA?

Aqui explanarei apenas uma parte do contexto que engloba uma "Ética dos Novos Tempo". O Ator de rua Henrique Gonzaga, retorna a uma participação com  o - Fortaleza Cultural – Para que possamos focar de forma discursiva o assunto do trabalho desenvolvido pelo Grupo - Nois do Teatro.

Em uma conversa sobre alguns levantamentos de dados dentre as 87 favelas existentes em Fortaleza, percebe-se que  muitos outros Grupos atuam e lutam com a saída do anonimato para gerar competência, no que diz respeito as conquistas que se exigem, para que dessa forma venha a facilitar o desenvolver na aceitação exigida nos Órgão e Entidades que dão subsídio aos trabalhos acontecerem.

Há aproximadamente 3 anos, o Grupo Nois do Teatro desenvolviam trabalhos de rua sem nenhum retorno financeiro. Atualmente já conseguem um Capital Financeiro que garante o mínimo para que o Grupo tenha uma continuidade.

O amor pelo Teatro, e o desenvolvimento no qual exige um esforço físico, temporal e emocional, gera um gasto de energia tão elevado que nem sempre é incentivador para quem participa, o que faz muitos abandonarem esse ofício. A sobrevivência  além do desenvolvimento Teatral, acarreta custos financeiros dos que mesmo fazendo parte de - Projetos Aprovados -  por Órgãos e Entidades, gera um lucro tão pequeno que segundo Henrique Gonzaga: “Nem participando de 20 peças mensais, daria para me sustentar em um mês”.

É justo, termos projetos que incentivam o desenvolvimento sustentável em todas as suas dimensões: ambiental, econômica, social, política e cultural, sem nenhum maior apoio a tais participantes?


O que será da continuidade futura de tais trabalhos com o andamento e valores que se dão nos dias atuais? E como se dará o desenvolvimento humano baseado no aprofundamento da qualidade das relações das pessoas consigo mesmas e com as outras pessoas nos planos das interações interpessoais e sociais mais amplas? E no plano das relações com o ambiente natural e social em que se vive? E ainda, no plano do relacionamento com as fontes de significado e de sentido da existência humana? O Teatro amplia o desenvolvimento do melhor meio para a sobrevivência Humana onde gera crenças, princípios e valores. Vamos lutar por essa idéia de valorização aos que se dedicam a tal ofício.

Vinculação direta ao Link:

FICHA TÉCNICA:
Matéria: Jane Eyre Queiroz
Colaborador: Henrique Gonzaga
Imagens: Duda Lemos

Por que será que será?

Nos últimos dias o cantor e compositor Lobão reacendeu um debate muito importante sobre as rádios no Brasil. É cada vez mais difícil ouvirmos uma diversidade cultural no espaço que deveria incentivar isso. A música conhecida como alternativa ou independente, fica a mercê da internet numa concorrência desleal.

Hoje a moda é o mundo colorido, mas não estou falando do universo LGBT, estou falando de uma tribo que leva aos ouvintes letras pobres e músicas de baixa qualidade. Pois é, assim é mais fácil vender...

O certo é que as rádios entendem e constroem um pensamento único e padrão aos seus ouvintes. Não é a toa que no último ano surgiram bandas com o mesmo propósito, Restart, Cine, Strike e por ai vai. Eles viram a brecha do mercado e formaram suas bandas para ganhar dinheiro(e estão ganhando).

Tudo bem, o sistema capitalista ensina isso mesmo, mas e os verdadeiros artistas? Que não se moldam por dinheiro? Que não se adaptam por interesse financeiro e sim por contexto social e cultural? Como ficam?

Outra pergunta que me faço e repasso para vocês, será que a música bem trabalhada também não poderia ser vendida?  Nos anos 80 o rock conseguiu imprimir uma levada de bandas a nível nacional, graças à abertura nas rádios. Assim surgiu Paralamas do Sucesso, Legião Urbana, Barão Vermelho, RPM, Titãs, Kid Abelha e o próprio Lobão. 


Será que eles querem mesmo é deixar o povo ignorante? Deixar a população com o mínimo de informação e questionamentos possíveis? Fico mais próximo dessa idéia.

O pior(ou melhor), é que pela lei eles têm obrigação de fornecer essa diversidade. A Lei n.º 4/2001, que trata da radiodifusão diz no artigo 9º que um dos fins do rádio é de “b) Contribuir para o pluralismo político, social e cultural; “ ou seja, o pluralismo não é um favor e sim um dever.

Agora uma coisa levantada por Lobão é bem verdade, os artistas desistiram de lutar contra os empresários das rádios. Aí fica difícil conseguir algo, ou a gente levanta essa bandeira, ou ficaremos sempre às margens de uma construção cultural.

Assista a entrevista com Lobão na íntegra:



Por Leandro Porto